Atividade: Brigada Universitária de Intervenção (BUI)
Local: EB 2/3 DE Aranguez
Data da atividade: 23/10/2019 – 05/02/2020
Data do relatório: 16/04/2020
Horas de preparação da atividade: 4 horas
Horas de participação na atividade: 28 horas
Horas de realização do relatório: 2 horas
Total de horas despendidas: 34 horas
Nome: Sofia Maria Encarnação Mendes
Curso: Comunicação Social
Ano: 1º
Número: 190131006
Ano letivo: 2019/2020
1. Descrição da atividade
A participação voluntária na brigada universitária de intervenção (BUI), foi incentivada no ato da deslocação de três das professoras do ensino básico destacadas para este projeto, á Escola Superior de Educação (ESE) para dar a conhecer aos alunos o projeto.
Este tipo de atividades são impulsionadas pelo CAOJ (Centro de Aconselhamento e Orientação de Jovens), sendo este centro de aconselhamento parte da Fundação Portuguesa “Comunidade contra a SIDA” . Os principais objetivos são ajudar e aconselhar os jovens acerca de comportamentos de risco na vida sexual, fazendo-o por vários meios como linhas de apoio ou voluntariado.
Os estudantes que se voluntariaram para a BUI, primeiramente, tiveram dois dias de formação científica com profissionais de saúde e formadoras integrantes do CAOJ de Setúbal, com o objetivo de dar a conhecer as exigências e objetivos do projeto.
Com o decorrer das formações, entendi os objetivos principais da BUI – ação de sensibilização para jovens, acerca da sexualidade e dos perigos da mesma assim como o alerta para as doenças sexualmente transmissíveis.
Após as formações científicas, o próximo passo seria formar um grupo (de três elementos) – brigada universitária de intervenção, sendo a BUI da qual eu fazia parte deslocada para atuar numa turma de 8º ano na Escola Básica 2/3 de Aranguez.
Juntamente com as minha colegas a intervenção era feita todas as segundas feiras á tarde, sendo que a turma que nos foi atribuída era fixa (turma de 8º ano).
Dias antes da atividade a ser realizada, a nossa formadora enviava para o e-mail de cada um de nós um guião da atividade que iríamos realizar. Em cada sessão tínhamos determinado tema a abordar, e fazíamo-lo através de jogos, perguntas e pequenas exposições sobre o tema, com o objetivo de criar intervenções mais dinâmicas e apelativas aos estudantes.
2. Fundamentação e objetivos da atividade
Os temas abordados eram, maioritariamente, acerca da educação pelos pares – sexualidade, perigos da mesma, métodos contracetivos, doenças sexualmente transmissíveis, o respeito pelo outro, a violência no namoro, entre outros. Quanto aos objetivos da atividade, esta focava-se em dar a conhecer e alertar os jovens para os comportamentos de risco na vida sexual, que podem conduzir a situações indesejadas como a gravidez na adolescência ou a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Para além de alertar para estas situações, as BUI também davam a conhecer aos jovens como evitar as mesmas.
Cada uma das sessões era previamente preparada e estudada pelo grupo e respetiva formadora, de modo a encontrar a melhor e mais dinâmica forma de abordar o tema a tratar. Ainda em cada uma das sessões circulava a “caixa das perguntas” para que os jovens se sentissem á vontade para fazer qualquer tipo de questão relacionada com os temas abordados.
3. Aspetos selecionados e aprendizagens realizadas
No decorrer desta atividade, foram muitas as aprendizagens retiradas da mesma. Uma vez que esta atividade não só era benéfica para os estudantes da turma na qual atuámos, mas também para nós BUI, na medida em que trabalhámos a interação com um público mais jovem – o que é benéfico para estudantes na área da comunicação (saber interagir e ter á vontade com os diferentes tipos de público).
Para além desta vertente de interação, foi um privilégio trabalhar com esta turma e ver as evoluções que os jovens tinham de aula para aula, em relação á temáticas abordadas, este aspeto observou-se através, por exemplo, da pertinência das questões que eram feitas ao longo das sessões (nas sessões finais os jovens questionavam tópicos importantes e percebiam a explicação dada).
Foi demonstrada uma boa compreensão acerca das temáticas abordadas, assim como uma boa colaboração por parte dos jovens, o que permitiu criar um ambiente mais descontraído e dinâmico.
Na minha ótica, este tipo de intervenções nas escolas é bastante importante, pois permite precaver os mais novos acerca dos riscos que correm quando iniciam a vida sexual ou o namoro, uma vez que o tipo de situações que são abordadas nas sessões são frequentes (como a violência no namoro).
Em suma, esta atividade contribuiu bastante no que toca á comunicação oral, assim como para a interação e o saber como fazer chegar uma mensagem a um público mais jovem.
Referências bibliográficas (Norma APA)
- Google. (s.d.). Fundação Portuguesa “Comunidade contra a SIDA”. Obtido de: http://www.fpccsida.org.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1493%3A2018-10-12-22-13-04&catid=1%3Anoticias&Itemid=218&fontstyle=f-larger

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